
Xandon havia caído, a cidade reduzida a ruínas, e os sobreviventes tentavam decidir seus próximos passos diante da presença quase divina de Nihil. Uma imensa orbe de energia envolvia a entidade, consumindo tudo ao redor antes de obliterar Brevenia. A onda de destruição não alcançou o Bonança, o bar onde os aventureiros se encontravam devido a orbe e, consequentemente, os aventureiros.
No entanto, ninguém percebeu a figura discreta no fundo da taberna: um homem negro, alto, magro, envolto em uma capa de escamas iridescentes, que observava o anjo sem qualquer expressão. Dunguy aproveitou a confusão para tomar o martelo de guerra de seu superior. Pegoretti, por sua vez, não havia caído pela batalha, mas pela bebedeira. O misterioso viajante viu nisso sua chance: puxou o corpo inconsciente de Pegoretti para trás do balcão e, momentos depois, surgiu junto aos demais um Pegoretti inesperadamente recomposto.

Ao partir, Nihil não só devastara a cidade, como também liberara uma energia corruptora que deu origem aos Filhos do Éter — criaturas disformes que agora atacavam sem trégua. Iniciou-se então uma batalha desesperada. Para surpresa de todos, Pegoretti começou a conjurar feitiços, algo jamais visto antes, confundindo seus companheiros.

No meio do confronto, reforços chegaram: Akron, do Punho de Bael, e Adriel, aliado da Comuna. A luta prosseguiu até que Pegoretti foi derrubado por um golpe violento e, em vez de seu corpo habitual, revelou-se na forma de uma mulher de pele alva e cabelos cinzentos, para total perplexidade dos presentes.
Diante da resistência demonstrada, Akron e Adriel convidaram os sobreviventes a irem até a Comuna, curiosos sobre como haviam escapado com vida — sem saber que foram eles mesmos os responsáveis por libertar Nihil. A recém-revelada changeling se apresentou como Cher, uma viajante com sérios problemas com extremistas religiosos. Aceitando o convite, assumiu a forma de um velhinho e embarcou na nau voadora com o restante do grupo.
Durante a viagem, veio à tona outra notícia preocupante: Iranel, o dragão, estava desaparecido. Os aventureiros foram então recrutados para ajudar a localizá-lo, pois sua presença poderia ser decisiva contra Nihil.
Seguindo as pistas, chegaram a um castelo à beira de um penhasco. Vasculhando os cômodos, encontraram uma adega decorada com um retrato pomposo de Iranel. Ali descobriram uma passagem oculta, que conduzia a uma pequena sala com um espelho mágico. Suspeitando de sua natureza, sugeriram que Cher assumisse a aparência do dragão e se colocasse diante do espelho. Assim, uma entrada no chão foi revelada, levando-os ao santuário secreto de Iranel.

Para alívio do grupo, o dragão estava vivo, imerso em estudos. Ao ver-se diante de sua própria imagem, Cher congelou por um instante, mas Iranel, demonstrando compreensão, ouviu os relatos e compartilhou informações cruciais. Contou que Nihil fora criado por uma civilização ancestral através da manipulação da magia de Ordem, e que esse processo havia gerado os Fragmentos do Caos — artefatos poderosos capazes de selar a entidade novamente, desde que reunidos e usados num ritual sobre um nexo de linhas ley.
Entretanto, Iranel tinha outros planos. Mais do que selar Nihil, desejava destruí-lo de forma definitiva, e para isso trabalhava em uma arma secreta.
A dúvida, então, pairava no ar: seriam aqueles mesmos aventureiros, que libertaram Nihil, capazes de aprisioná-la novamente quando chegasse a hora?
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