Mephis carrega discretamente um anel no bolso, planejando sabiamente o momento ideal para usá-lo. Com o fim do duelo intelectual, os aventureiros se veem a sós com os arqueólogos e os goblins, onde acordos são selados. Os arqueólogos prometem avisá-los caso algo mágico seja encontrado nas cavernas, enquanto os goblins são enviados para seu novo lar: o antigo castelo de Igon, que agora, sob domínio popular, torna-se o MMG — Movimento de Moradia Goblin.
De volta ao barco do Capitão Ahab — completamente bêbado, como de costume — são levados sãos e salvos ao Refúgio de Iranel.
Na presença do dragão dourado, o grupo apresenta os itens mágicos coletados ao longo das últimas semanas. Após cuidadosa análise, Iranel identifica entre eles, fragmentos do caos: a Crucitadora de Cher, as cimitarras de Mephis, a Trompa de Guerra de Dunguy e, a que mais lhe chama atenção, a Espada Esmeralda de Mauro Jonas. Ele informa que dois itens seriam essenciais para derrotar Nihil, sendo um deles a Égide, atualmente em posse de seu antigo aliado, Akron, general supremo do Punho de Bael — com quem, no entanto, havia perdido contato.
Diante disso, Iranel designa aos Nine a missão de localizá-lo entragando a mensagem “desculpe por demorar tanto”, e se possível, recuperar a Égide. Uma nova nau voadora lhes é concedida para a viagem rumo à capital do Punho de Bael, O Grande Punho. Apenas Mauro Jonas permanece no refúgio, a pedido de Iranel, para estudar a fundo o potencial da espada.
Antes de partirem, Cher se recorda do conselho de Mauro Jonas sobre o preconceito do povo do Punho e decide assumir a forma de um ícone popular de Aeth: o carismático apresentador Faustop.
Ao chegar à capital, deparam-se novamente com a imponência em pedra esculpida do Punho de Bael: muralhas altíssimas, meio-fios impecáveis e plantações ao redor abastecendo com excelência os jovens aposentados que lá vivem. Rapidamente barrados na guarita, são questionados sobre sua passagem, mas Cher, encarnando Faustop, se adianta alegando trazer um grupo diferenciado para participar de seu famoso quadro “Se Vira Nos XXX” no evento do coliseu. Diante de figura tão conhecida, os guardas não ousam contestar e liberam a passagem.
No coração da cidade, encontram duas das maiores tavernas vistas até então: “O Punho e o Caneco” e “O Grande Punho”. Decidem entrar na primeira em busca de informações. Lá, entre guardas e veteranos, tomam conhecimento do rumor nada discreto que se espalhava: Akron havia sido deposto e preso por “pedaladas fiscais”, e Doch, um de seus antigos comandantes, assumira o posto e, com ele, a Égide. Comentava-se que um golpe havia sido tramado, pois Akron adotara uma postura pacificadora, muito diferente da doutrina combativa tradicional.
Descobrem também que no dia seguinte no meio dele haveria o Ritual de Guerra da Égide, onde gladiadores e prisioneiros seriam sacrificados para que a Égide absorvesse sua força — entre eles, o próprio Akron.
O grupo segue imediatamente para o coliseu, onde Mördëkäy, enfeitiçado pela atendente da bilheteria, flerta e obtém outra informação crucial: a prisão-fortaleza fica abaixo da arena, facilitando a transferência de prisioneiros para os rituais.
Inicia-se então mais um plano improvisado. Cher transforma-se em guarda e leva Pegoretti como prisioneiro partidário de Akron. Os demais infiltram-se pela entrada principal usando suas habilidades e magias para passar despercebidos.
Dentro da prisão, descobrem duas rotas: uma para as celas comuns e outra, por uma escadaria, para os “prisioneiros especiais”. No caminho, Mephis encontra a sala de uniformes e a de armas, mas é surpreendido por dois guardas, que são rapidamente imobilizados, mortos e escondidos de volta na sala.
Descendo, atravessam um corredor repleto de celas ocupadas por seguidores de Akron, lunáticos e esqueletos. No final, ouvem gritos. Mördëkäy, agora em forma de aranha, se infiltra e encontra Akron amarrado em uma mesa, sendo brutalmente torturado e enfraquecido para o ritual.
O grupo alcança a sala e neutraliza o torturador com eficiência brutal. Akron, enfraquecido e coberto de sangue, ergue os olhos e, ao reconhecer seus salvadores, expressa uma gratidão contida, própria de um veterano de guerra. Ele respira fundo e pergunta o nome daqueles que ousaram enfrentaram o coliseu para libertá-lo.
Sem hesitar, os sete se posicionam lado a lado, formando uma pose dramática no centro do corredor de pedra. Mördëkäy conjura labaredas dançantes atrás do grupo, enquanto Cher invoca luzes cintilantes em forma de pirotecnia, iluminando o ambiente com tons dourados e escarlates. E então, em uníssono, gritam:
“É OS NINE, PORRA!”
Mas a celebração dura pouco. A invasão dispara a salvaguarda da prisão: um colossal golem de aço, empunhando uma espada tão monumental quanto seu próprio corpo, emerge das profundezas da fortaleza, o som de seus passos ecoando como trovões.
No meio do caos, dois prisioneiros libertos tentam escapar: um seguidor fiel de Akron e um lunático de olhar febril chamado Klauber. Ambos não têm chance. Em questão de segundos, o guardião os despedaça sem esforço.
No entanto, no instante derradeiro antes de Klauber perecer, o grupo percebe algo anormal. Seu olhar, por um breve momento, revela um brilho estranho e antinatural — a sensação de que algo maior, uma entidade ou força desconhecida, habitava aquele corpo. Um fragmento divino, ou talvez um eco sombrio, que abandona o recipiente mortal no exato momento em que a vida se esvai.
A visão desaparece tão rápido quanto surgiu, mas a inquietação fica. E naquele instante, Os Nine entendem: em Aeth, até o mais insignificante dos corpos pode abrigar segredos que moldam destinos.
A batalha se revela violenta e difícil. Akron, curado pelo grupo, contribui como pode. A cada golpe, o peito do golem brilha mais intensamente, sinalizando perigo iminente. Dunguy e Mördëkäy — agora transformado em gorila — atacam com todas as forças até vislumbrarem uma chance mínima de vitória.
Por fim, o golem tomba, mas não sem tentar levar seus algozes. Seu núcleo de energia pulsa com força, e o corredor que há poucos segundos fervilhava em combate, explode em um clarão devastador.
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