O povo ovaciona a batalha recém-encerrada, enquanto o grupo e Akron acenam discretamente, os nervos aos poucos se acalmando. Todos seguem para a sala do comandante, onde Akron, mais uma vez, agradece aos aventureiros — não apenas com palavras, mas concedendo-lhes a lendária Égide de Bael, confiando-a à causa contra Nihil.
Durante a conversa, vários pontos são esclarecidos: as antigas desavenças com Ethra, as mentiras espalhadas pelos jornais sobre Os Nine, que Akron promete desmentir, e a confirmação de que Nihil vem atacando desordenadamente o Punho de Bael, Mercator e Althira, com exceção da Comuna, que permanece intocada. Descobrem também que Althira agora abriga duas facções rivais: um exército mágico altamente armado e os fanáticos Inquisidores, já enfrentados antes, que veem a magia como uma abominação.
Akron expressa profundo respeito por Adriel, líder da Comuna e portador da Espada da Alvorada, recomendando que os aventureiros o procurem como aliado vital contra a ameaça angelical.
Com a missão traçada, os Nine partem rumo a Das Kapital, capital da Comuna, deixando para trás Dunguy, que permanece para resolver… “assuntos pessoais” com Karmen Lucius. Ao chegarem, são recebidos por Laslo, braço-direito de Adriel e velho conhecido do grupo desde os primeiros encontros com Iranel.
Na audiência com Adriel, são surpreendidos pela hospitalidade calorosa do líder alado, o que gera certa desconfiança inicial. Adriel explica que mantém contato com Iranel e que o dragão dourado já havia recomendado os Nine. Animado com a ideia de reerguer alianças e combater o extremismo religioso, Adriel, fugindo de seu protocolo, decide organizar uma grandiosa celebração em homenagem ao grupo.
Naquela noite, em uma das maiores tavernas de Das Kapital, a bebida corre sem fim, a música preenche o ar e Adriel — disfarçado para não atrair atenção — permanece ao lado de seu fiel e amado companheiro, Hans, um elfo monge de cabelos longos e negros como a noite.
Tudo parecia perfeito… até a chegada de dez Inquisidores à entrada da taverna. Ignorando olhares hostis, o líder do grupo ergue um cartaz de procurados, trazendo oito retratos grotescamente imprecisos dos Nine, o que alivia momentaneamente a tensão.
Consultando Adriel, os aventureiros perguntam o que fazer. Como líder político, ele sugere que os detidos seriam julgados por extremismo, pois a Comuna é laica e não tolera fanatismo de nenhum tipo. Mas, deixando transparecer seu desprezo pelos inquisidores, concede aos Nine a liberdade de decidir.
Cher, tomada por sua aversão a religiosos, transforma-se no famoso musicista élfico Thië Sarnnnn, sobe em uma mesa e aponta para os inquisidores, declarando que não são bem-vindos. O grupo adversário ignora o aviso, provocando mais.
Pegoretti tenta resolver de forma pacífica, mas ao estender a mão é desdenhado pelo líder inquisidor, que derruba seu baseado. Era o suficiente. Cher, dominada pela fúria, projeta uma esfera de fogo que incinera nove inimigos no ato. O último sobrevive apenas para ser interrogado, mas seu orgulho o impede de falar. Pianíssimo então o executa com um golpe das suas luvas dracônicas.
Do lado de fora, um estrondo ensurdecedor antecede dois clarões de luz azul que destroem boa parte da taverna. Era Nihil, mais uma vez, massacrando inocentes sem emoção ou piedade. Adriel e Hans, incapazes de assistir àquilo, avançam contra a entidade. O líder da Comuna grita para o grupo fugir enquanto podem, mas os seis Nine restantes permanecem paralisados — não só pela surpresa, mas pela magnitude do poder de Adriel.
Sua velocidade e maestria com a Espada da Alvorada produzem golpes que cortam o próprio ar, deixando rastros luminosos. A luta parece equilibrada, até que Nihil arremessa Adriel contra casas distantes. Hans, punhos cerrados, avança para proteger o amado, apenas para ser partido ao meio pelo anjo, em meio a uma chuva de sangue.
Ao recuperar a consciência, Adriel vê o corpo destruído de Hans, e sua raiva se torna absoluta. As penas de suas asas se eriçam, seus olhos queimam em fúria, e ele parte aos berros para o ataque. Mas o descontrole o torna vulnerável. Nihil o subjuga facilmente, deixando-o ajoelhado, derrotado. Em meio a um breve e sombrio sorriso, Nihil ergue a mão, agora cercada por uma aura azul intensa, e aponta para a cabeça do elfo caído.
Sem pronunciar palavra, Nihil desaparece nos céus. O corpo de Adriel permanece imóvel, ajoelhado, a cabeça baixa.
Lentamente, Adriel levanta o rosto. Seus olhos brilham em um tom azul quase divino, veias negras saltam ao redor das órbitas. O herói da Comuna havia sucumbido. Sem dizer nada, ele empunha sua espada e investe contra os Nine, que, pegos de surpresa, tentam se defender.
Feitiços são bloqueados, ataques desviados, dados traidores. Mephis tenta emboscá-lo e quase é morto. Lancelot se vê perdido, sem saber o que fazer. Cher, mesmo de longe, é ferida e desaparece nas sombras.
No ápice do desespero, uma canção ecoa pela destruição. Mephis e Lancelot olham para trás e veem Pianíssimo e Pegoretti tocando juntos, suas notas se entrelaçando e emanando energia que invade o peito dos aliados.
Mephis sente seu vigor retornar e ultrapassar limites. Lancelot grita, seu som se transformando em um rugido primal. Dois Tiranossauros Rex surgem na arena: um roxo com penas brancas na cabeça, e outro verde de óculos na ponta do focinho.
A luta se equilibra. Os répteis gigantes atacam Adriel enquanto os bardos mantêm o ritmo frenético. Cher lança bolas de fogo de longe, Mördëkäy transforma-se em um imenso gorila de pelos vermelhos e avança.
Mesmo sendo superior, o número de ataques e a bizarrice da cena desestabilizam o elfo corrompido. Em um golpe decisivo, Mördëkäy, com suas mãos símias unidas como uma lança, perfura Adriel pela… traseira, fazendo-o tombar.
O brilho azul dos olhos se apaga. Antes de partir, Adriel encara o corpo de Hans, uma lágrima escorre, e estende a mão em direção ao amor caído… então, morre.
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