Os Nine encontram-se em um dormitório no refúgio de Iranel. Na cama, o Trovão de Gransax é encarado por todos.
Eles têm uma das armas mais poderosas de Aeth em mãos e estão indo em busca da outra. Nesse meio-tempo, a fidelidade do grupo ao dragão começa a ser questionada.
A lança é de uso único e exige a força de concentração de um integrante do grupo por um dia inteiro, ou seja, teria um camarada a menos na luta. Pegoretti é o escolhido e passa um dia e uma noite concentrando sua energia na arma.
O plano é simples e não foge muito das capacidades do grupo: eles retornam ao castelo de Ethra com a promessa de entregar a lança e, como prova de cumprirem o trato, convencer a feiticeira a ceder a Gema Estelar de bom grado, achando outra forma de mantê-la viva. Não funcionando, o plano B seria o elemento surpresa de um ataque com a lança já energizada.
Pianíssimo pede mais um auxílio a Iranel, que relutante lhe entrega uma Pedra de Anti-Magia de uso único, capaz de anular uma vez qualquer tipo de feitiço.
Tudo pra dar errado… e deu.
O grupo chega ao portal de entrada do castelo com a ajuda de Iranel. Pegoretti fica no refúgio, incapacitado de lutar devido ao grande esforço de energizar a arma. Mëphis utiliza da invisibilidade de sua Capa dos Ventos Uivantes, Cher se move por outra dimensão, seguindo os vultos acinzentados de seus amigos, Mördëkäy transforma-se em uma aranha e entra na armadura de Dunguy junto com a lança. O restante segue ao lado do paladino.
Ao chegar no grande salão, o feitiço de Cher já acaba e ela reaparece. Ethra se mostra feliz ao ver o grupo com a arma e julga o momento digno de festa. Com um movimento das mãos, o salão é preenchido por sofás, camas, tapetes, vinhos, cervejas e todos os tipos de bebidas e lisérgicos.
Não sendo suficiente, Ethra oferece a cada integrante do grupo uma companhia de acordo com seus níveis de prazer, como Cher transformada em Patoline, agora tendo uma pata humanoide para dividir seus prazeres carnais. Enquanto isso, Mëphis se posiciona estrategicamente atrás de um vaso e ali fica parado, estático, apenas observando tudo.
Então, a rainha chama com o dedo o paladino, apontando para seu quarto. Dentro de sua armadura, uma pequena aranha esfrega as patinhas de forma ansiosa pelo que está por assistir.
Trancados no quarto, Ethra pede para que ele retire o elmo. Dunguy se recusa, e com um simples movimento das mãos ela desfragmenta o que protege seu rosto e voto de santidade.
Desprovido de seu item mais essencial, Dunguy despe-se do restante da armadura e é levado à cama. Mördëkäy, sem ter onde se esconder, escorrega para as sombras mais óbvias e menos visíveis de Dunguy… entre suas sagradas nádegas. E dali ele tem o… backstage de um show profano.
Enquanto isso, no grande salão, Pierre, Mauro Jonas e Cher divertem-se com suas companhias carnais, etílicas e alucinógenas, questionando se essa realmente era a realidade que iriam abrir mão para seguir um dragão que até agora só lhes apresentou problemas crescentes. Pianíssimo tem problemas com suas acompanhantes de forma profunda e intelectual, como se já tivesse acontecido isso em outra vida, então segue para ficar em frente à porta do quarto de Ethra, onde ouve a ação tentando miseravelmente lançar inspirações bárdicas para o paladino. Mëphis continua atrás do vaso.
Dentro do quarto, Dunguy domina a feiticeira, fazendo seus olhos virarem e iluminarem-se. Mas ela não se dá por satisfeita e trata a situação como um jogo, dominando Dunguy em retaliação. Ela quer mais, porém Tyr já não se mostra mais tão atento ao paladino depois de tanta corrupção, e sua performance deixa a desejar.
Depois da farra, tanto dentro quanto fora do quarto, o grupo decide que é hora de conseguir o que vieram buscar. Cher projeta sussurros na mente de Dunguy avisando que estão esperando a deixa caso algo aconteça. Dunguy, deitado na cama, fuma um cigarro que Ethra invocou.
Na conversa pós-coito, ele negocia a necessidade de realmente precisarem da gema e de como isso poderia ser obtido sem tirar a vida da rainha. Ela despreza a ideia, não vê sentido em abdicar de tal poder. Não há mais o que ser feito.
— Vamos entrar, coloque a cueca na cabeça — anuncia Cher a Dunguy novamente.
Como última alternativa, Dunguy retira o anel e toca no seio de Ethra como despedida, tentando dissipar a magia. Nada acontece. Ethra o encara, decepcionada.
— Yamcha — diz a feiticeira.
O olhar do paladino se torna opaco. Mördëkäy sente suas nádegas relaxarem. Dunguy está morto.
Mëphis sai de trás do vaso, depois de 12 horas, e arromba a porta. As acompanhantes e bebidas desaparecem. O grupo entra e vê o paladino imóvel.
A cena é aterrorizante. Mais um Nine foi perdido. Cher começa a forçar Mëphis a usar o anel. Ele questiona a urgência enquanto o segura, dizendo que talvez fosse mais sábio analisar a batalha primeiro.
Mördëkäy ressurge, tenta conjurar uma alcatéia de lobos selvagens. Cher tenta invocar um espírito dracônico. Ethra desfaz as magias com um toque, olhando para o grupo.
— Yamcha — diz a feiticeira novamente. Os Nine estão fadados a uma morte em grupo.
Mas Pianíssimo utiliza sua Pedra de Anti-Magia, anulando as palavras da feiticeira.
Cher, desesperada, grita com Mëphis, acreditando que frente a tal poder, um integrante a mais faria mais diferença do que todos morrerem sem ele. O drow coloca o anel no dedo.
— Eu desejo que nosso camarada Dunguy seja revivido com sua plena saúde e um elmo cromado…
— E que ele volte com mais 2cm de pau! — grita o grupo em uníssono.
— E quero que ele volte com 2cm de pau — completa Mëphis.
Cher distrai a mulher com duplicatas e, lançando uma bola de fogo em seu máximo poder, já desacreditava de sua efetividade. Ethra se distrai ao ver o paladino levantar da cama e é acertada em cheio pelo feitiço.
A malandragem do anel está nas palavras, como já havia sido escrito em seu interior: “cuide com o que você deseja.”
Dunguy levanta em um pulo da cama, peladão, com um elmo cromado que não combina mais com o resto da armadura, mas ao olhar para baixo, deseja estar morto. Sua espada de carne, devido ao pedido errôneo do elfo drow, consta uma constituição de apenas 2cm de comprimento, um pouco menor que o clitóris de Ethra.
Ela se enfurece ao ver seu consorte revivido e lança sobre ele uma bola de fogo na mesma proporção que foi acertada. O paladino estava apenas usando um elmo — esse ataque seria letal. Mas, Cher interrompe o ataque com um contrafeitiço enquanto Dunguy se veste às pressas.
O plano A estava fracassado. Tanto quanto o plano B. Não tinham mais o acordo e muito menos o elemento surpresa.
Ethra mostra a que veio, levantando as mãos que se iluminam por uma magia vermelha, da mesma forma que o céu começa a ficar. As estrelas intensificam a luz e aumentam. Uma chuva de meteoros irrompe os céus contra o grupo, a torre e a capital.
O topo da torre é destruído, deixando o grupo a céu aberto. Alguns integrantes caem com a proporção do ataque. Cher perde suas duplicatas. Os que permanecem de pé mal resistem ao dano quase letal.
Desses, Mauro Jonas é o único que, contrariando seus instintos de continuar ali com uma vida simples e boa, levanta-se e corre em direção a Ethra, pegando-a de surpresa e a contendo, gritando para Mördëkäy.
O tiefling entende o que precisa ser feito. A lança em suas mãos vibra de tanto poder que emana. Ele então aponta para os dois e dispara.
A magia é tamanha que lança o druida para trás, mas o efeito é certeiro. Ethra é atingida no peito, na Gema Estelar. Mauro Jonas segura a feiticeira enquanto ela grita, não escapando de quebrar algumas costelas e amassar uns órgãos com o impacto.
A luz da lança começa a diminuir, assim como seu feixe. A gema de Ethra aparece e o restante de seu corpo se desfragmenta.
Enquanto Dunguy perdeu seus centímetros, o grupo agora ganha uma nova Gema Estelar.
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