Pouco tempo após as cartas serem enviadas, um portal se abre próximo à torre de Ethra. Dele surge Gaticus, o gato que fala em terceira pessoa, farejando o ar com suas pupilas felinas.
Os guardas o conduzem até os Nine. A missão: aniquilar a célula principal dos Inquisidores com um ataque triplo — sul por Althiria, norte pelo Punho de Bael e, do alto, com uma bomba surpresa. A ideia agrada Gaticus, que detesta os Inquisidores desde que destruíram Brevenia, afetando seus… negócios. Ele propõe criar uma bomba pequena, mas de poder catastrófico. Os ingredientes? Alho, casca de cedro e uma raríssima Lótus Negra. Também pede buds de alguma flor potente — e Cher, com a naturalidade de quem entrega isqueiro pra um velho amigo, oferece uma das Saras Gêmeas.
Enquanto Ethra comanda o exército na busca do alho, Mördëkäy consulta as plantas e descobre a localização da flor.
Os Nine seguem pela floresta, onde começam a colher cascas de cedro e descobrem, sem querer, que Gaticus estava dormindo dentro da carroça de coleta.
No alto de uma elevação, com o sol se pondo, surge um grupo inesperado.
— Ni! — diz o líder.
São os Cavaleiros que Dizem Ni, sem propósito algum além de vagar por recompensas pequenas. Os Nine os contratam imediatamente, e com um bônus: agora são os Cavaleiros que Dizem Nine.
Subindo a montanha da flor proibida, o grupo encontra uma caverna rodeada por armaduras dilaceradas e manchas de sangue seco. Diante dela, um coelho branco. Cher, confiante, transforma-se num coelho cinza antropomorfizado e tenta dialogar:
— Que que há, velhinho? Cê sabe se é temporada de caça ao pato ou coe—
CLACK.
A bolinha peluda ataca. Uma entidade ancestral, o lendário Coelho de Caerbannog, surge em sua forma assassina. Saltando entre inimigos, ele decepita Cavaleiros que Dizem Nine como se fossem feno.
Dunguy tenta contê-lo com escudo e bravura, mas o coelho age como um sonar da morte. Corpos voam. Gritos ecoam.
Então, entre baforadas verdes, surge a fadinha de Pierre, deslizando sobre a armadura de Dunguy. Sem hesitar, ela agarra o focinho do coelho com uma mão, as orelhas com a outra… CRAC. Silêncio. Vitória.
Dunguy, num momento de desequilíbrio mental, o espanca com o próprio escudo e usa a carcaça do coelho como um fantoche, num show de horrores que ninguém consegue parar.
— Se tem tanto cadáver aqui, talvez ele estivesse guardando algo — diz Cher, já adentrando a caverna.
Lá dentro, mais ossos, mas também: uma armadura dourada reluzente. Quando a abrem, revelam-se 12 coelhinhos filhotes, provavelmente filhos da criatura derrotada, que agora enfeita a mão de Dunguy.
Mephis sugere treiná-los. Cher considera. Mas diante da impossibilidade, ela estala os dedos — e transforma os pequenos em cinzas. Dunguy sacode a armadura, veste-a, e descarta seu antigo elmo cromado.
A noite cai.
No topo da montanha, sob a luz da lua cheia, a flor finalmente se revela: a Lótus Negra, com pétalas escuras como o destino dos Inquisidores.
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