
Um homem havia explodido. O grupo se encontrava coberto de respingos de sangue e tripas; Pistonius, porém, estava completamente banhado em carnificina. Depois dessa cena grotesca, os aventureiros deixam a praça e seguem em direção à prefeitura para cobrar o pagamento pela resolução do caso do navio fantasma.
No caminho, passam pela frente da loja de Felicus e encontram Sergius saindo da casa de portas vermelhas e janelas azuis, despedindo-se das “amigas” com um semblante de profunda paz — muito diferente do comportamento agitado dos últimos dias. Invejando aquela plenitude, Kai dá uma breve despedida ao grupo e entra no estabelecimento junto das garotas e seu diabrete no ombro.
Antes de chegar à prefeitura, Vorlag conjura uma ilusão para deixar o grupo com aparência menos assustadora, embora o cheiro ferroso de sangue e órgãos explodidos ainda seja impossível de ignorar.

Ao chegarem, pedem para falar com a prefeita, mas são informados de que ela está “ocupada”. Sergius então alisa o bigode e convence a recepcionista, que cede e libera a entrada.
Dentro da sala de Lady Mariane Cortez, a prefeita, ela se encontrava sentada atrás da mesa praticamente vazia — o que todos interpretam não como ocupação, mas como indisposição. Três guardas observam e vigiam sua líder: Kiko, Leandro e Bruno.

A entrada abrupta do grupo a incomoda, mas a tensão inicial é dissolvida por diplomacia. Sergius começa apresentando os feitos recentes do grupo e cobrando o pagamento pela missão, ressaltando que, mesmo sem contrato formal, eles resolveram rapidamente os problemas da vila.
Isso abre espaço para o espetáculo político:
• Toni desvia as críticas parao mandato da prefeita — qualidade dos recursos, exército, propaganda.
• Vorlag dá uma verdadeira aula sobre descarte adequado de necrochorume, importância da cremação e riscos de contaminação dos lençóis freáticos… ou, pior, chamar a atenção do Estado.
Eventualmente, chegam ao tópico que os interessa: o sacerdote Yon.
Explicam que ele havia contratado o grupo e não pago — jogando a responsabilidade na prefeitura — além do templo estar caindo aos pedaços. Também é citada a forma estranhíssima como ele trata os fiéis. Algumas partes, claro, são “floridas” pelo grupo, mas nenhuma exatamente falsa.
— Vocês têm alguma ligação com o sacerdote? — pergunta a prefeita.
— De forma alguma. Pode, na realidade, nos considerar… Associados. — responde Sergius.
Com isso, ela relaxa. Serve rum, manda Kiko, Leandro e Bruno deixarem a sala e abre o jogo.
Revela que o religioso é mais que estranho: é um incômodo para toda a vila. Desde sua chegada, estranhos eventos começaram a acontecer — desaparecimentos, pessoas desconhecidas circulando, marcas de olhos espalhadas pela cidade. Ela já tentou “se livrar” dele, mas a diocese é rígida demais para permitir substituição.
Com a coragem do rum, propõe:
Eliminar Yon — sem ferir inocentes, animais ou velhos — e ganhar 5000 PO: metade agora, metade depois.
O grupo aceita.
Rumo à igreja, Toni considera fugir com a grana, mas Hétera lembra que ainda há mais 2500 esperando. Sergius cogita revelar ao padre a oferta da prefeita e negociar uma contra-proposta. Vorlag e Pla rejeitam a ideia completamente. Toni faz até uma pequena pesquisa sobre a prefeita, mas nada incriminador surge — e, embora não ache nada sobre o sacerdote, todos já notaram seu comportamento duvidoso.
Chegando ao templo, já de noite, Sergius bate na porta. Os olhos cansados de Yon aparecem pela fresta.
— Não estamos abertos no momento, estão atrapalhando meus afazeres. — diz ele, tentando fechar a porta, mas Sergius a segura com o pé.
— A igleja não develia ser um lugar saglado pala acolher as pessoas? — questiona Pla.
Hétera tenta uma conversa amigável pela fé, mas o padre se mostra intolerante com religiões anãs, deixando a pequena roxa desconfiada e irritada. Pla pede ajuda aos deuses primais e detecta maldade vinda de Yon — embora Nëo não sinta nenhuma magia, ele não sente nada há algum tempo na realidade.
Sergius força a conversa: pagamento pendente, desaparecimentos, comportamentos suspeitos. O padre tenta se esquivar dizendo que qualquer coisa deve ser tratada com a prefeita.
Quando o diálogo falha, Sergius menciona que autoridades maiores querem que ele desapareça — e que estão pagando muito bem por isso. O padre se assusta, mas antes que consiga fechar a porta de novo…
Toni puxa seu maior truque, o diálogo.
— Você já pensou em ser prefeito? Nunca entendi por que separar política de religião.
Os olhos do padre brilham.
— Eu acredito que eu seria um ótimo prefeito. Muito melhor que aquela lambisgóia.
O que era curiosidade vira ambição.
Toni e Jairo o conduzem até o café colonial do primo de Yon, discutindo futuros projetos de campanha, metas e carreiras.
Sinal verde.
A igreja está livre para investigar.
O restante do grupo entra.
Sergius fica atrás da porta para garantir que ninguém entre de surpresa.
Pla e Vorlag investigam o altar — notando o abandono e a presença de velas negras com chamas azuladas.
Hétera, Vorlag e Nëo descobrem uma porta atrás do altar que dá para uma escadaria escura — mas antes que avancem…

A porta da frente explode.
— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! — rugiu o padre, voz alterada, surgindo com Toni e Jairo atrás.
Não há resposta verbal — apenas o som da lâmina de Sergius atingindo Yon em cheio.

O velho cai, seu rosto se distorce e se torna um semblante cadavérico.
Sergius e Jairo golpeiam. Toni tenta conjurar, mas falha. Pla libera uma rajada púrpura de sua lagartixa — a energia lembra uma mandíbula de lobo.
Entre golpes físicos e feitiços, o sacerdote é arremessado para o centro da igreja. Uma onda azulada varre o ambiente, derrubando Vorlag inconsciente.
Nëo conjura a marca do caçador e flechas ecoam na escuridão, rasgando o corpo ressecado do padre. Hétera protege o grupo com cânticos. Pla protege o corpo de Vorlag em um santuário místico com pressa e libera mais uma rajada púrpura, mas desa vez lembrando garras de uma onça.
Quando o sacerdote abre os braços, expondo um amuleto:
— Vocês quebraram o selo. Agora Ele vai ver vocês também.

O golpe final atinge o peitoral, o amuleto estilhaça — e Yon implode, liberando uma explosão que derruba Toni.
A igreja inteira começa a ruir: paredes racham, telhas caem, vigas cedem.
Nëo desaparece antes de tudo desabar.
Sergius pega Toni nas costas.
Pla cura Vorlag.
Todos correm.
Segundos antes do desastre, escapam pela porta. A igreja colapsa atrás deles, erguendo uma onda de poeira que acorda toda a vila.
E então surge um pequeno exército, liderado por Lady Mariane Cortez.
— Alguém pode me explicar o que foi isso?! — ela pergunta, ordenando que seus guardas abaixem as armas.
Aproxima-se e, em voz baixa, diz:
— Da minha parte, o trato está feito. Vocês receberão o restante do pagamento.
— Ah, mas pode ter certeza que a gente vai receber. — retruca Sergius, ajeitando o bigode.
A prefeita pede que desapareçam da vila por um tempo para evitar suspeitas e busquem o restante da recompensa na manhã seguinte.
Assim termina o turbulento capítulo dos aventureiros em Yavimaya — e um novo começa, com destino a Sylvan.

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