O grupo deixa a presença da Árvore Sagrada e segue em direção ao Arquivo Vivo de Sylvan. No caminho atravessam a cidade druídica, onde arquitetura e natureza coexistem como se tivessem sido criadas juntas, sem que uma sobrepuje a outra. Porém, antes de chegarem ao destino, Nëo, Kai e Toni acabam se separando do restante.

Hétera desce as escadas do Arquivo cheia de expectativa, imaginando corredores repletos de livros e respostas, mas encontra apenas uma sala circular praticamente vazia, abandonada e silenciosa. Não há estantes, não há bibliotecário, não há livros — apenas um leve cheiro herbáceo no ar.

Pla segue o aroma até um canto mais escuro, onde um pequeno fado alado surge e diz:
— Olá nobres aventureiros, muito bom velos novamente! Isso prova que passado e futuro estão sempre alinhados. Novamente lhes desejo sorte. Lembro-lhes: coragem para encontrar, sacrifício para seguir, força para derrotar.

E desaparece.

Quando o grupo olha novamente ao redor, a escada por onde entraram sumiu. Do lado oposto surge uma porta com degraus que levam para baixo. Jairo lambe a parede onde a escada estava. Pedra sólida. Sergius resmunga que estão sendo drogados de novo e desce primeiro. Hétera sente uma presença fraca no andar inferior, e Pla ilumina o caminho com chamas mágicas.

O próximo nível é semelhante, mas tomado por raízes, terra e poeira. O cheiro agora é de plantas mortas. Há livros nas prateleiras, mas Hétera não consegue decifrar a língua. Pla percebe dois baús mais novos. No menor encontra trapos e uma poção verde intensa. Jairo prova uma gota e se sente melhor. Sergius abre o segundo baú e é engolido até a cintura por um mímico. Após a luta — com ajuda da magia de Vorlag — Jairo parte a criatura ao meio. Uma nova escada se abre.

No andar seguinte o cheiro é ferroso. Há um altar com tecido, urnas, uma poção e um osso afiado.
— Volag! Plesente pla ti! — diz Pla erguendo o osso afiado.

Vorlag identifica um ritual antigo. Corta a palma da mão, o sangue é absorvido e, ao derramar a poção, sua mão começa a necrosar. Um espectro surge e diz:
— Irmão das sombras, eu aceito seu sacrifício.

E desaparece. Outra escada se abre. Antes de descer, Vorlag usa o osso para conjurar um esqueleto completo.
— Gilbetinha! — anuncia orgulhoso.

O próximo nível é dominado por cristais azulados. O cristal no bolso de Pla vibra. Ossadas espalham-se pelo chão. No centro há um círculo ritualístico com runas de “força” e “ambição”. Sergius entra e sente a juventude voltar; dois fios de cabelo nascem no topo da cabeça. Antes de todos entrarem no círculo ritualístico Hétera cresce com uma canção sagrada. Cada um sente algo diferente — juventude, fúria, depressão, sede de aventura, proximidade divina. Hétera bate as mãos no chão, o ritual reage, o chão racha e todos caem.

A câmara seguinte é enorme, com um cristal colossal no centro. Uma voz feminina ecoa:
— Olha só, novamente vocês. Antes eram oito.

Pla conecta imediatamente:
— Elam oito iguais a gente… ou outlos oito com isso! — E levanta o braço, mostrando a marca da maldição.

— Vocês são mais espertos. — Diz a mulher agora se revelando.

Uma djinn surge, enorme, cabelos flutuando, corpo bronzeado e pernas feitas de redemoinho de areia. Aprisionada há anos, afirmando que só pode ser libertada se derrotada. Antes da luta, cura a mão necrosada de Vorlag e então invoca um grande martelo de guerra.

O combate é intenso. Sergius e Jairo enfrentam-na de frente. Pla dispara magia radiante. Vorlag a cega temporariamente. Gilbetinha arremessa ossos. Hétera ataca pelas costas. A djinn ergue muralhas de areia, invade a mente de Jairo e o paralisa com seus medos mais profundos — incluindo a gentrificação total de Ardynor e perder o prazer de lamber coisas. Pla o cura e ele retorna à luta.

Gilbetinha arremessa um fêmur que atravessa o ombro da djinn, ela solta o martelo.
— Está próximo! LIBERTEM-ME!

Com o grupo reunido, Jairo desfere um golpe decisivo enquanto Pla invoca uma pata espectral que a arremessa ao chão. A djinn explode em areia.

Um espírito esverdeado surge e agradece pela libertação, pedindo que sigam adiante e o derrotem. Hétera pega o martelo com admiração. O cristal central vibra, abre-se um vórtice e as marcas ardem. Todos são sugados — exceto Jairo, que finca as garras no chão e se segura em uma pilastra.

Os demais caem em um ambiente pantanoso, com água até os calcanhares. Antes que possam reagir, uma voz ecoa:

— QUEM SÃO VOCÊS E COMO CHEGARAM AQUI?!

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