Depois de alguns canecos e copos de leite, o grupo sai da taverna em busca de informações sobre o litoral. Kai fica para trás mais uma vez, derrotado pela bebida.

Logo ao saírem, encontram Jairo parado diante de um mural de avisos… lambendo-o.

Questionam como ele foi parar ali depois de todos serem sugados pelo vórtice. Ele explica que segurava uma corda, resistiu à sucção e, após a queda, decidiu tirar um “período sabático” no lago. Um bárbaro de gostos simples.

Mais surpreendentes que o draconato são os cartazes do mural. Um deles mostra um homem de capa com a descrição:
“PROCURA-SE por importunação. Recompensa.”

Abaixo, um cartaz maior:
“PROCURADOS – OITO MARCADOS por desordem em Urborg. Recompensa.”

Sob a mensagem, um selo que Vorlag reconhece como símbolo dracônico — Jairo, ironicamente, não.

O grupo se pergunta: são eles os oito marcados ou outros oito que já existiram antes, presos no ciclo eterno da lenda?

Nesse momento, cinco goblins aventureiros se aproximam do mural e começam a apontar para o cartaz dos oito procurados. Os Associados recuam discretamente — exceto Nëo, que se aproxima para ouvir a conversa em goblinês.

Os goblins planejam encurralar os oito nas cavernas, já que dificilmente iriam para as docas por causa do pântano traiçoeiro. Comentam também que outro grupo, liderado por um primo do chefe deles, teve a mesma ideia. Capturando os marcados, pagariam suas dívidas.

Nëo repassa tudo ao grupo. Pla coloca uma de suas máscaras no goblin zumbi de Vorlag para despistar. Até ali, os cinco não haviam notado a presença deles.

Sergius perde a paciência e questiona por que focar nos oito e não no homem sozinho com recompensa.

Os goblins respondem que conhecem o outro e não querem problemas com ele.

— Vocês não deveriam subestimar esses oito. Viram o que fizeram com o grupo na entrada da caverna? Eles têm um draconato com asas! ASAS! — provoca Sergius.

— Nós vimos de longe, de cima de uma álvole. Foi telível. Você develia manda mensagem plo seu plimo pla ve se ele tá bem. — completa Pla.

O clima pesa. Os goblins percebem algo estranho. Sergius esbarra no líder e inicia um tumulto verbal que escala rapidamente. Gritos, acusações, ameaças. Guardas são chamados.

Quem sai da taverna nesse momento é Grimonatz.

Os goblins apontam para Sergius. Sergius aponta para os goblins. Não há provas, só gritaria. Grimonatz, apesar de tudo, defende os goblins — a circulação deles por Urborg não é crime.

A dignidade conservadora de família de bem de Sergius sofre um golpe fatal. Ele ataca Grimonatz.

Dessa vez, o draconato não está paciente. Saca as duas espadas e parte para cima do calvo. Nëo e Pla se afastam. Jairo entra na briga contra seu semelhante, empurrando-o em direção ao brejo.

O goblin zumbi e Gilbetinha tentam ajudar, mas afundam na lama. Sergius aproveita e golpeia novamente.

— Esse é um daqueles momentos que você luta contla a gente e no final diz que ela só um teste de colagem? — pergunta Pla.

— Estou apenas me defendendo, garotinha. — responde Grimonatz.

A luta se intensifica. Sergius já perdeu sangue considerável. Nëo dispara flechas; uma acerta o ombro do guardião. Ele ruge.

— SOLTA A POLA DAS ESPADAS. — ordena Pla com magia.

As mãos do draconato tremem. As espadas caem na água. Os olhos de Nëo brilham.

Pla e Hétera curam parcialmente Sergius. Jairo volta à carga. Hétera confunde a mente de Grimonatz, que corre para a água. Então ele se vira e libera um sopro esverdeado contra Sergius, Nëo e Jairo.

Jairo descobre, surpreso, que draconatos podem fazer aquilo.

Mas mesmo após seu último recurso, o grupo continua de pé. Grimonatz entende.

Ele cai de joelhos na água.

— Reconheço a vitória. Podem acabar comigo agora… ou aceitem meu juramento de servidão.

O grupo se entreolha. A situação já estava sádica o suficiente.

Pla estende a mão. Em vez de explodir alguém, cura o draconato.

Ela investiga seu coração com magia: não encontra maldade, apenas intenções confusas. Basicamente, haviam espancado um inocente.

A batalha termina ali.

Grimonatz, agradecido — e levemente humilhado — oferece abrigo em sua cabana antes da partida. Antes de se despedirem, Pla pede algo mais valioso que ouro:

Que ele investigue a seita da caverna, confronte as informações com Sylvan e descubra o que realmente está acontecendo.

Talvez vindo de alguém que não acredita em nada, a verdade pese menos.

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