— Pelas barbas… o que eu vou dizer aos pais do menino?

Essas são as palavras de Aheb, encarando os restos mortais do menino Pierre. O capitão ainda comenta timidamente que o nome do garoto era uma homenagem a um dos Nove Bravos, logicamente Pierre X, “O Ardente”.

Enquanto isso, Möřđëƙäŷ jogava ao mar os corpos dos marinheiros, de forma respeitosa.

Já Mëphis e Dunguy jogavam os corpos dos sahuagins ao mar de qualquer jeito, mas seus olhos estavam fixos em um lugar apenas: a garota.

Aelira, sentada no chão da proa e encarando seus próprios sapatos, na realidade havia desabado ali de cansaço. A retomada do controle de seu corpo teve um custo alto logo de cara. A garota ainda respirava fundo, tentando recuperar o fôlego da batalha. Sua boca e seu queixo estavam banhados em seu próprio sangue, enquanto as laterais de seu nariz ficavam ainda mais roxas depois do chute de Mëphis.

Botas param à sua frente.

“Lá vem mais um xingamento”, ela pensa. Mas, quando ergue os olhos, Kai está segurando um pedaço de sua capa e oferecendo à garota, que, sem jeito, aceita e limpa o que consegue de seu sangue.

O tiefling também estava sozinho ali.

Não havia possibilidade de a jornada continuar naquelas condições, tanto do barco quanto dos aventureiros. Assim, todos vão dormir nas acomodações dos marinheiros, onde agora sobravam redes dispostas.

Enquanto o trio descia, Kai puxa Aheb para uma conversa particular e sugere que Aelira não fique junto do restante. A probabilidade de ela não acordar nunca mais era gigantesca. Aheb concorda e, assim, a garota dorme na cama da cabine do capitão, enquanto ele fazia os levantamentos para os reparos.

O dia começa cedo, antes do sol aparecer, com Aheb abrindo a escotilha das acomodações e gritando para todos subirem.

Kai, Mëphis e Möřđëƙäŷ levantam. Aelira e Dunguy já haviam acordado e subido.

Mas, quando chegam lá, encontram apenas Aheb, com um grande jarro de café em uma mão e uma colher-prótese mexendo a bebida na outra.

— Servidos?

Möřđëƙäŷ se adianta e, curioso pela sua nova condição, estica a cauda para pegar a caneca. Em seguida, a joga para a mão e é servido com café por Aheb.

Enquanto isso, Mëphis cutuca a cauda com a curiosidade de uma criança de três anos. A cauda reage. Não gosta.

— Cara, acho que ele ou ela não gosta de ser cutucado — alerta Möřđëƙäŷ — Respeite meu corpo!

Mëphis nem sequer presta atenção, divertindo-se com a situação, até que a cauda recua e avança. Assim como uma serpente, enrola-se no antebraço do drow e o puxa junto de um aperto. O elfo entendeu o aviso. 

A situação do navio era preocupante. Durante a noite, Aheb havia feito um levantamento dos reparos e recursos necessários, mas apenas pela manhã descobriu algo que não haviam notado na noite anterior: o ataque do polvo colossal não havia atingido apenas a superfície, mas também o casco. O navio estava afundando.

A uma distância considerável do litoral, ainda estavam em alto-mar e não havia sinal de embarcações próximas. A boa notícia era que o mar estava calmo e as ameaças pareciam ter cessado.

Naquela manhã, o navio estava com mais da metade do que seria adequado debaixo d’água. Com isso, Dunguy e Aelira estavam no casco, tanto tapando o buraco quanto se livrando da água.

Mëphis sugere que peguem uma porta do navio e a usem como bote para chegar ao litoral. Todos encaram as águas, enquanto sombras gigantescas, assustadoras e de dimensões incompreensíveis passam por debaixo do navio. A ideia termina ali.

Assim, foram divididos em duas frentes: Dunguy e Aelira trabalhando para manter o navio em cima da água, enquanto a segunda frente trabalhava para conseguir guiá-lo até o litoral.

Möřđëƙäŷ, Mëphis e Kai focaram nos reparos do mastro principal durante a manhã. Como nenhum deles tinha habilidades de navegação, cada um fazia o reparo de forma independente, e Aheb então apresenta o mapa do navio e o plano de estruturação, um trabalho que não tinha como ser feito individualmente, mas sim em colaboração.

Dessa forma, a grande tora de madeira é erguida por Kai e Mëphis, usando a distribuição de peso e pontos de foco, enquanto Möřđëƙäŷ remendava magicamente a parte destruída.

Da mesma forma, segue-se a segunda parte do dia. O mastro da proa é reerguido, mas, como pedaços haviam sido perdidos, outras partes do navio precisam ser realocadas para sustentar as guias e a força da vela ao ser puxada pelo vento.

Assim, no fim do dia, os três estão descansando próximos de suas camas, enquanto jantam e se aquecem com bebidas deixadas pelos outros marinheiros. Dunguy e Aelira praticamente passam o dia no andar do casco, trabalhando incessantemente para recuperar a estabilidade acima da água.

A noite está silenciosa, sem vento. O mar está liso como um espelho, e as estrelas se confundem entre céu e água no horizonte. Ali, sentado na proa do navio, admirando esse infinito e as possibilidades de um novo continente, está Möřđëƙäŷ, com sua cauda enrolada na âncora do navio para evitar uma queda desnecessária na água.

O tiefling puxa sua máscara de macaco e a veste novamente, na esperança de talvez ter mais uma conversa com o menino da porteira, mas nada acontece. Ele ainda se sentia imbuído do poder, mas nenhuma novidade.

Ele respira fundo e retira um cachimbo fino. Olha para os lados. Está sozinho com a noite. Puxa algumas de suas especiarias aethenses e prepara um fumo. Cada tragada, uma fumaça. Cada fumaça, uma cor. Elas se misturam e serpenteiam entre si.

Dessa fumaça, em vez de se dispersar, algo se acumula no alto do céu. Em vez de se perder, uma forma se projeta: uma coruja branca, que voa em sua direção.

Ela pousa em seu ombro e dá bicadas amigáveis em sua orelha. Ele sorri.

— Oi, amiga.

Diz Möřđëƙäŷ, fazendo um carinho abaixo de seu bico.

Apesar da familiaridade, também surge uma estranheza. Apesar de seu familiar responder ao ritual, essa coruja veio com manchas, traços em suas penas como se fossem pinturas em um papel muito branco. Pinturas vermelhas.

Curioso e belo.

Disso, mais ao fundo do convés, Kai encara Möřđëƙäŷ e a coruja silenciosamente, lembrando também de seu amigo, Didi. Talvez maior que a dor da perda de seus poderes com o pacto com Ele, o que mais afeta o tiefling é não ver mais o diabrete beberrão.

Kai se aproxima.

Möřđëƙäŷ ouve o barulho, apaga seu cachimbo e, entre tosses e engasgos, guarda-o enquanto, com a outra mão, dispersa a fumaça e o cheiro.

— Não se preocupa, a gente tá… no mesmo barco.

Diz Kai, puxando um cachimbo ainda maior. Möřđëƙäŷ sorri.

— É bom ver rostos… familiares.

Diz o mago, apontando para a pele de Kai.

— Não queria te atrapalhar, pode continuar com seu ritual.

Diz Kai, retirando-se da proa.

Kai se dirige de volta às acomodações, mas ouve às suas costas:

— Ow! Cê pita?

Kai se vira. Möřđëƙäŷ está virado para ele, oferecendo seu cachimbo. O ladino retorna à proa e ali os tieflings têm um momento de novas experiências com especiarias de outros continentes.

— Pff, tieflings.

Diz Mëphis, encarando os dois fumando de longe.

Assim a noite deveria terminar, porém é interrompida por um grande som de batida e um grito no camarote do capitão.

— FILHOS DE UM PEIXE-BOI!! QUEM FOI?!?!

Kai, Mëphis e Möřđëƙäŷ correm para a cabine. Ela está revirada e o capitão anda de um lado para o outro.

— Foi algum de vocês!!! É isso! É uma trolagem de jovens!

O trio não sabe o que responder e tenta acalmar o capitão, perguntando o que aconteceu. Aheb então mostra sua mão de gancho, que agora não tinha mais gancho, apenas um toco.

— Roubaram meu gancho! Era meu gancho da sorte, minha mão preferida!

Mëphis questiona se o capitão não andava com as próteses sempre junto com ele. O velho marinheiro afirma que sim, abrindo seu jaquetão e mostrando diversas próteses penduradas e etiquetadas. A primeira delas era um lugar vago, com a demarcação dele e uma etiqueta: “GANCHO PREFERIDO”.

O capitão conhecia Mëphis, Dunguy e Möřđëƙäŷ. Os dois desconhecidos ali eram Kai e Aelira. Ao ser questionado se havia visto o gancho do capitão por aí, Kai fica puto. Clássico preconceito tiefling.

Mëphis automaticamente acusa Aelira e já levanta a possibilidade de pena de morte. Mas, assim como Dunguy, ela não havia saído do nível do casco e, se algo tivesse acontecido, o paladino teria visto.

Mëphis e Möřđëƙäŷ ajudam o capitão a procurar pistas pelo quarto, enquanto Kai vai para o lado de fora do navio. De qualquer forma, o mago ordena que a coruja vá verificar se Aelira ainda estava no mesmo lugar e se Dunguy estava vivo.

A ave desce em um rasante, passa rapidamente pelas acomodações, com os pertences dos aventureiros, copos e pratos vazios, e desce mais um andar até o casco.

A coruja pousa em um degrau da escada e encara o casal. Möřđëƙäŷ vê pelos olhos da ave.

Dunguy estava de costas contra o casco, como se usasse seu próprio corpo e tamanho para impedir a entrada de água, enquanto Aelira gritava com ele enquanto pregava mais tábuas para resolver o problema. Os dois estavam ensopados, com água até a metade das canelas.

Möřđëƙäŷ avisa ao grupo que ainda se encontram no mesmo lugar, enquanto a coruja permanece algum tempo ali, admirando o trabalho humano de forma curiosa.

A mesa de cartografia havia sido remexida, mas não como se estivessem procurando algo, e sim como se tivessem bagunçado tudo. E, pior que o gancho, o mapa de volta para Aeth também havia sido roubado.

Enquanto Möřđëƙäŷ replica os mapas de Aeth por backup, uma tradição mágica antiga, o tiefling vê, debaixo de um grande jarro de cobre do capitão, um pequeno caderno. Seus olhos brilham. Era um pequeno grimório.

Ele pergunta ao capitão se tudo bem pegá-lo. O capitão diz que não se importa, pois era de um marinheiro que já havia perdido no mar. São poucas páginas, assim como palavras. Ele entende ser algo simples e replicável com movimentos.

Enquanto Möřđëƙäŷ sai do camarote para testar o novo feitiço e não explodir todos acidentalmente, Kai se estica para o lado de fora do navio e começa a investigar alguma pista ou marca. Ele passa por toda a volta da cabine do capitão e nada encontra, mas nota que, ao balançar do navio nas águas, quando a parte submersa, geralmente suja com limo, corais e outros pequenos resíduos marinhos, fica visível, ali sim há marcas.

Kai pula nas águas desconhecidas. As marcas são como riscos de garras e descem diretamente de uma escotilha da cabine até debaixo do navio. Não são pegadas, mas como se um bicho pegasse impulso se agarrando e se lançando para cima ou para baixo da água.

Ao mergulhar e seguir as marcas, ele conclui que elas levam até o grande buraco do casco, praticamente todo tapado por dentro, mas com alguns feixes de luz ainda visíveis.

Provavelmente havia um sahuagin a mais no navio.

Kai volta para dentro junto com as novidades. Möřđëƙäŷ está próximo da proa, fazendo um movimento que lembrava mais um passinho de dança. Ele lia e tentava repetir os movimentos do grimório com precisão artística.

E consegue.

Ele repete algumas vezes e, por fim, completa o feitiço. Seu corpo se ilumina e ele sente que aprendeu um novo feitiço. Ele o invoca. Kai e Mëphis aguardam. Nada parece ter acontecido, mas o tiefling sente.

Ele consegue elevar ou diminuir sua temperatura em 1°C. Não deixá-la em 1, mas reduzi-la, por exemplo, de 26 para 27, ou 25. O recém-mago fica pensativo se conta ou não aos parceiros, ou se guarda essa frustração para si.

Enquanto isso, sua coruja volta ao topo do navio e, passando novamente pelas acomodações, dessa vez com mais calma, nota algo estranho. As coisas não estavam exatamente do jeito que deixaram.

Eles descem para os dormitórios. É possível ouvir ainda Dunguy e Aelira trabalhando no andar debaixo, entre os gritos de discussão dos dois, porém ainda de forma não letal.

Suas coisas haviam sido reviradas também, e algumas desapareceram: algumas boas peças de ouro, Chama Sussurrante, o cetro de Möřđëƙäŷ, que não sussurrava mais, e uma boa poção de cura de Kai.

Enquanto procuram por rastros no andar, um barulho metálico é ouvido do topo do navio, seguido de passos. Möřđëƙäŷ ordena que a coruja averigue e, por seus olhos, vê Aelira na ponta da proa do navio, sentada e agindo de forma estranha. Já do outro lado do navio, na porta do camarote do capitão, um gigantesco cadeado a trancava.

Mëphis corre para o andar inferior. Aelira continuava no mesmo lugar, pistola e encharcada. Ele ri e volta para avisar: havia uma impostora no navio.

Kai sobe, esgueirando-se por detrás das caixas e barris. Mëphis vai pelo outro lado, encostando-se nas laterais do navio, silenciosamente, enquanto Möřđëƙäŷ vê tudo pelos olhos da guardiã alada.

Mas, mesmo sem barulhos, um dos olhos de Aelira II se desloca da frente de seu rosto para sua nuca, encarando o navio e, consequentemente, o mais exposto, Mëphis. Ela se vira inocentemente, enquanto o olho de sua nuca permanece no mesmo lugar. O rosto se mexe e se encaixa novamente no lugar.

Ela segurava uma porção de moedas de ouro, mastigava como se estivesse provando e logo em seguida jogava ao mar.

Kai aproveita a distração com o elfo e dispara uma flecha que acerta seu ombro. A garota encara o machucado como se entendesse com atraso o que havia acontecido. Sua pele começa a ficar flácida, enrugada, e tudo aquilo que dava o formato de Aelira se recolhe até a barriga, parecendo uma bolsa marsupial, mas no corpo de um animal lembrava um cavalo-marinho de pernas e braços finos.

O animal então emite um som de sua boca longa, quase como um bico, em uma sequência de estalos pausados. Parece muito “ba-booo-ko”.

Atingido, o Baboooko parte para cima de quem havia visto: Mëphis. Ele salta, arranhando seu braço. Em seguida, salta para trás, mas, antes de encostar no chão, o animal parece entrar dentro de sua própria bolsa, formando uma bola escrotal até desaparecer.

E desaparece, mas não sem deixar para trás o cetro de Möřđëƙäŷ, que cai no chão. É possível ouvir objetos se mexendo e batendo uns contra os outros dentro de sua bolsa quando o Baboooko se move.

O som de uma batida é ouvido no topo do mastro da proa. O ladrão encara os dois do alto dela, tentando entender a situação.

No topo do outro mastro, Möřđëƙäŷ, vendo tudo pela coruja, direciona uma Orbe Cromática contra ele, que o acerta em cheio. Tonto com o golpe, Mëphis aproveita para escalar, impulsionando-se entre as divisões do mastro e as cordas. Um salto por fim é dado. Ele está na altura do ladrão, estica a mão para dar um soco, mas, antes de desferi-lo, o olho do Baboooko se desloca, vendo seu adversário antes.

Ele some novamente na bolsa, deixando algumas moedas para trás. Mëphis desfere um soco contra um local vazio, acertando o mastro e deslocando alguns dedos.

Nesse momento, Möřđëƙäŷ chega ao topo do navio e vê, no alto do mastro, o Baboooko e Mëphis. Desfere um raio de fogo que vara o céu no momento em que o ladrão desaparece.

E ele reaparece no outro mastro. Está longe de todos, assustado, porém perto demais da coruja. Ele reage instintivamente e ataca a ave, segurando-a pelo corpo e pela cabeça. Sua boca se abre. Não era apenas a ponta do bico, ela se alongava até a lateral de sua cabeça, com dentes finos e serrilhados. Então, estraçalha o animal, que explode em uma fumaça mágica.

Möřđëƙäŷ grita do chão. Perdera um de seus guardiões mais queridos.

Depois disso, o animal desliza pelo mastro até o chão. Kai desfere algumas adagas que acertam apenas a madeira, mas por fim acerta o animal com sua espada curta, enquanto o prende contra o mastro. Mëphis desliza no da proa e salta em direção a ele também com sua lança, mas o animal acuado desaparece em seu saco. Marcas de sangue azulado se espalham pela madeira do navio.

Moedas são deixadas para trás e ele reaparece caindo em cima de Möřđëƙäŷ, que instintivamente conjura um escudo mágico, evitando um golpe de garras do animal, que quebra suas pontas.

Baboooko se sente encurralado dentro do barco. Seus ataques não surtem efeito e está fraco depois dos golpes. Entra dentro de seu saco nas costas de Möřđëƙäŷ e reaparece no topo do mastro.

Lá, encara o grupo no chão e retira um frasco de sua barriga. Kai reconhece.

Ele bebe quase que inocentemente. Suas feridas maiores são fechadas, e o vigor retorna em um lapso ao seu corpo.

Kai putasso dispara flechas para o alto, que passam longe de seu alvo agora recuperado. Mëphis escala o mastro principal enquanto saca uma de suas antigas adagas e a arremessa, errando.

Ao fundo, Möřđëƙäŷ encara a poção que recebera do baú de Ethra e, sem mais força para sua magia, quebra o vidro, derramando em seu corpo uma poção que recupera sua volatilidade mágica.

Seus olhos brilham. Ele encara o Baboooko no topo do mastro. Nuvens se iluminam acima dele e, antes que consiga notar, um relâmpago acerta o ladrão, que, assustado e desnorteado, escorrega pelo mastro, encontrando Mëphis no meio do caminho e o atacando.

Suas garras cortam o ar. Ele está atacando a esmo.

Mëphis retribui com um chute que acerta novamente o mastro, mas um soco em seguida pega o Baboooko de surpresa. Enquanto tentava se recuperar do golpe, Möřđëƙäŷ desfere um raio de fogo contra o adversário, que o acerta em cheio.

Seus olhos viram e, da mesma forma como fazia para se teletransportar, entrando na sua bolsa, ele se revira ao contrário, explodindo em água e espalhando tudo que havia coletado: moedas de ouro, o gancho, o mapa, peças e fragmentos de outros navios que acabam sendo muito valiosos e uma quantidade de três cristais que nenhum dos aventureiros reconhece.

A noite termina com todos recuperando pelo barco os itens roubados pelo Baboooko.

Na manhã seguinte, os reparos do timão são muito mais efetivos com as novas peças de navio adquiridas do ladrão. À tarde, Mëphis, Möřđëƙäŷ, Kai, Dunguy e Aelira se concentram nos reparos do casco.

Com os novos fragmentos de outros navios e o trabalho coletivo, o vazamento é finalmente vedado. No fim da tarde, os aventureiros conseguem desfrutar do navio finalmente reparado. Um barril de vinho aethense é aberto em comemoração.

O novo continente finalmente está próximo, e o grupo está chegando. Mas, antes, um brinde.