A revelação é imediata e brutal: Mano e Sano estavam do lado de Grimonatz. Os dois não eram apenas testemunhas dos acontecimentos, mas parte da conspiração que havia levado os Associados até aquele ponto. Diante deles, os três deixam clara sua posição, e a frase de Grimonatz resume o desprezo que demonstravam pelo grupo: “Vocês são fracos.” A batalha então se transforma completamente. Os Associados passam a enfrentar não apenas os capangas de Grimonatz, mas também aqueles que haviam sido apresentados como seus protetores em Sylvan.
Pla, Toni, Jegue Nihil Johnson e Vorlag chegam pelo portal do mago na entrada da caverna da Árvore Sagrada, enquanto Kai, Nëo e Sergius perseguem o grupo do draconato e seus aliados, que tentam chegar ao grande cristal e se esquivam pelos corredores de raízes de Sylvan até desaparecerem de vista. Pla pede que Toni proteja Nihil e busque por apoio, e o meio-elfo desaparece junto de sua mula. A caverna é muito ampla, porém tomada por passagens estreitas, paredes de pedra e uma curta ponte que dificulta o avanço, obrigando os aventureiros a decidir rapidamente como atravessar e lidar com os inimigos espalhados pelo caminho. Kai e Didi já haviam espreitado o caminho até o cristal, onde uma grande criatura havia iniciado algo e aguardava a chegada do trio de capangas.
Como se a situação não estivesse suficientemente complicada, no caminho da caverna Kai para. Fica para trás, estático, com o olhar perdido em um horizonte que não existia e os olhos brancos, catatônicos. Mas não era o tiefling controlando seu diabrete. Era uma reunião convocada imediatamente pelo seu superior, Ele. O restante do grupo chama pelo bruxo, chacoalha-o, mas nada acontece. Pla ouve o tilintar de seus vidrinhos de bálsamo, que recuperam parte de sua magia, rouba um e o bebe imediatamente. Kai encontra-se nos domínios da entidade que lhe oferece seus poderes por meio de seu pacto. A entidade se mostra alegre e carismática, mas, por trás da primeira camada de simpatia, há questões que precisam ser levadas a sério, e a resposta errada pode custar caro.
— Que história é essa de fazer um pacto com outra amiguinhaaa? Eu não estou gostando disso e lembre-se que a resposta errada eu arranco essa língua safadjinha.
Ele questiona Kai com feições felizes, mas os olhos amarelados parecem em chamas. Kai, como sempre, sorri, manda um “veja bem”, “não é bem assim”, “você é única” e consegue mais uma vez se esquivar das consequências de seus atos e uma nova promessa, de novos sacrifícios. Volta a si e, com urgência, segue o caminho em frente junto do grupo.
Enquanto alguns se posicionam para enfrentar diretamente os homens de Grimonatz, outros procuram maneiras de usar o próprio terreno a seu favor. A estratégia passa por bloquear caminhos, controlar a movimentação dos adversários e utilizar magia para dificultar a passagem. O terreno estreito dificulta os ataques e obriga os aventureiros a trabalharem em conjunto, utilizando os pilares e as passagens como proteção. Enquanto Sergius e o exército de mortos-vivos de Vorlag seguram os inimigos na linha de frente, Pla e Kai atacam à distância com raios de fogo, enquanto a onça-guardiã escala pelas pedras. Nëo entra nas sombras, escala as pedras e segue adiante, abrindo espaço para que os companheiros avancem. A luta se prolonga, mas, aos poucos, os capangas começam a cair. O grupo consegue atravessar a ponte e, do outro lado, Grimonatz, Mano e Sano os aguardam para um combate.
Os Associados conseguem manter pressão sobre seus inimigos. Sergius avança cego de fúria contra Grimonatz, que agora não foge mais e vai em direção a ele. Só sairia um deles vivo daquela caverna. O druida, enquanto transformado em elemental de terra, avança contra parte do grupo, tentando separá-lo, enquanto o monge atacava estrategicamente um a um. Talvez o plano fosse bom, mas separar os dois também dificultou suas vidas. Mano se vê encurralado na ponta do penhasco, desviando de ataques concentrados nele até que um ataque pega de raspão. Ele se desconcentra. Outro acerto. Outro. E uma última flecha. Mano olha para frente e não há mais tempo de reagir. Uma flecha é cravada em meio aos seus olhos. Ele cai morto. Do outro lado do terreno, um elemental de pedra ruge.
Se não bastasse o ataque corpo a corpo, o grupo sofre ataques mentais frequentes, claramente vindos daquele ser próximo do cristal, com alguns personagens ficando incapacitados ou sofrendo efeitos mentais durante o combate. A perseguição não é abandonada. O objetivo continua sendo o mesmo: impedir que o ritual seja concluído. A perseguição, porém, não permite que os Associados parem para descansar. Mesmo depois de uma primeira sequência de combates e apesar do desgaste dos recursos, a decisão é continuar avançando. A prioridade era alcançar Grimonatz antes que ele chegasse ao portal. Enquanto o grupo seguia pela região, Kai utilizava Didi para obter informações e observar o que acontecia à frente.
Enquanto os Associados lutavam, a criatura no interior do salão continuava trabalhando. Ele estava diretamente ligado ao cristal e ao ritual do portal, preparando a abertura da passagem entre as realidades. A presença da criatura também explicava por que o grupo havia sido submetido a tantos efeitos mentais durante o confronto. Em determinado momento, a criatura começa a preparar seu ataque, e a pressão psíquica sobre os Associados aumenta violentamente. Alguns deles ficam incapacitados, enquanto Kai e Sergius conseguem manter algum grau de consciência e perceber o que estava acontecendo ao redor.
O momento do ataque mental é aproveitado. Uma sombra consome o chão por baixo de Mano e Grimonatz. Eles são consumidos por ela e desaparecem dali. Mesmo aos que resistiram aos ataques mentais, o terreno muda. Todos agora estavam no salão principal. Em seu centro, uma grande pedra cristalina está fincada na terra, rodeada por quatro pilares com marcas e escritas rúnicas e correntes que ligavam os pilares ao cristal central, como se elas contivessem o portal. Esse centro, rodeado por um abismo de fundo infinito, parecia não haver limites para a escuridão que o consumia. E, em frente ao grande cristal, o grupo reconhece a criatura alta. Em seu lado direito está Grimonatz; em seu lado esquerdo, Sano; e, na frente dela, uma anã levemente arroxeada flutua desacordada. Ninguém ali a reconhecia.
Os olhos de Kai novamente ficam brancos. Ele não está mais mentalmente ali, mas, dessa vez, porque ele quis.
— Fala meu príncipe!
Ele aparece novamente em sua frente.
— Eu tenho perguntas, e preciso de respostas. Primeiro: Devo salvar aquela elfa?
— Talvez.
Diz ele enquanto lixa suas garras tranquilamente.
— Devo aceitar o pacto da criatura?
Kai entende que a entidade do pergaminho que ofereceu um novo pacto estava na caverna em sua frente. Ele olha para Kai com um olhar sério, ofendido. Kai novamente estava sugerindo fazer um novo pacto com outra entidade, e, com isso, ele responde secamente enquanto encara Kai.
— Não.
— Devo proteger os pilares?
— Sim.
— Vorlag deve usar de sua magia de realidade?
— Sim.
Cinco perguntas. Cinco respostas. E, com um “Fui!”, Ele desaparece mais uma vez. Kai volta a si na caverna, dizendo a Vorlag para utilizar o feitiço aprendido com Walroth, Pla novamente aproveita do momento de fragilidade para beber mais uma poção de Kai sem ele ver. O necromante conjura uma magia, e o tecido ilusório começa a queimar diante de seus olhos. A magia se dissipa na caverna. Não havia abismo nenhum em volta do inimigo. Aquilo era apenas uma tática para atrasar o grupo.
— O RITUAL SERÁ INICIADO.
A voz da criatura ecoa não pela caverna, mas pela mente dos Associados. Ela claramente é o inimigo mais poderoso que já enfrentaram. As mãos de longos dedos da criatura se levantam e, de sua volta, surgem pequenos seres em forma de cérebros, que se aproximam da anã, sobem nela e sugam sua energia vital. Uma das correntes começa a estremecer. Os Associados não entendem o que está acontecendo. O confronto se espalha pelo espaço entre os pilares e o acesso ao portal, com cada integrante tentando encontrar uma posição favorável. Nesse tempo, a anã sangra pelos olhos, ouvidos e boca. Os cães cerebrais se afastam dela. A criatura utiliza seus poderes sobre ela e começa a desfragmentá-la. Seu corpo deixa de permanecer inteiro, sendo separado em fragmentos diante dos olhos do grupo. O que acontece não é uma morte comum: aquela anã é literalmente desfeita pela ação do inimigo, tornando-se o primeiro sacrifício a ser consumido diretamente pelo poder da criatura.
Uma corrente se parte. Um pilar cai. A pedra no centro aumenta seu brilho. Há uma grande pulsação, como um coração gigante dentro da caverna, e a criatura sente isso com prazer. A atenção do grupo se volta então para os pilares espalhados pelo salão. Cada um possuía marcas e runas próprias, e a relação deles com as correntes e com o portal começa a ficar mais evidente. Os pilares não pareciam simplesmente manter o portal fechado; havia a possibilidade de estarem sustentando algo que não deveria ser libertado.
O inimigo continua preparando o ritual e demonstra poderes que vão muito além dos inimigos que o grupo havia enfrentado até então. Os Associados tentam interrompê-lo, mas a criatura consegue utilizar suas habilidades para controlar, paralisar e desestabilizar os aventureiros.
— A FLOR, TEM QUE SER DE CEREJEIRA, E O HOMEM, TEM QUE SER SERGIUS!
Grita o idoso enquanto corre. Sergius avança contra os inimigos sem retroceder, levando ataques de todos os lados. Vorlag controla seu exército de zumbis, que precisa proteger os casters do grupo. Nem as flechas mágicas de Nëo parecem surtir efeito contra o inimigo, que é salvo por um escudo de contrafeitiço. Kai se prepara para dar o maior show de fogos de sua vida, mas a onda de poder mental da criatura o acerta em cheio. O tiefling cai. Os cães cerebrais vão para cima dele, consumindo sua energia vital assim como fizeram anteriormente com a anã. Pla também não consegue investir contra o inimigo e precisa focar seus feitiços em curas para manter o grupo vivo enquanto os Associados continuam avançando contra os inimigos.
Kai se levanta. Seus olhos brilham, mas ele agora é controlado pelos devoradores de cérebro e tenta atacar o grupo. Os Associados agora têm mais um inimigo em campo que precisa ser derrotado, e dessa vez é um aliado poderoso. Mas seu corpo ainda está fraco dos ataques. Pla o acerta, ele cai novamente, mas o devorador não desgruda dele. Mais um disparo é lançado e o cérebro inimigo explode em cima de Kai. Ele agora levanta, machucado, fraco, mas bem puto. Tudo que até aquele momento ele havia contido ou estava sendo segurado pelo inimigo sai de uma vez só. Seus olhos estão em chamas. Seu dedo aponta para o inimigo.
— FIREBALL!
Ele grita. O teto da caverna se ilumina e uma chuva de bolas de fogo cai contra os inimigos. A criatura se protege magicamente. Grimonatz e Sano tentam desviar, mas a intensidade é grande. Até que passa de grande para infernal. Vorlag se junta ao tiefling. Suas mãos estão em chamas. A mesma magia é proferida pelo mago, que aumenta ainda mais o fogo. E, da mesma forma que Mano, os primeiros desvios os salvam, mas os erros os condenam. Pouco a pouco, as bolas de fogo começam a acertar os dois, que são bombardeados pelo fogo. Ali acabava a perseguição a Grimonatz. De qualquer forma, mais sacrifícios foram feitos. Mais um pilar cai.
Então o ambiente começa a estremecer. O chão treme e a estrutura da caverna reage à energia acumulada. A passagem começa a se abrir. Onde deveria existir apenas o teto rochoso da caverna, surge uma ruptura que revela um céu avermelhado e, através dela, uma Lua. O portal não está apenas sendo ativado: ele está rasgando a própria realidade. Não era mais uma ilusão a ser quebrada. Os Associados percebem que chegaram ao momento decisivo e que aquela pode ser a única oportunidade de impedir que o inimigo conclua seu objetivo.
Com os outros pilares reagindo e a passagem entre os planos se abrindo, os Associados percebem que existe uma única oportunidade de virar o ritual contra a própria criatura. O inimigo começa a concentrar ainda mais energia, enquanto o grupo tenta resistir aos seus ataques e encontrar uma maneira de interferir no processo. A batalha chega ao limite. Os Associados estão feridos, os recursos estão se esgotando e o inimigo ainda possui força suficiente para continuar o ritual. Mesmo assim, eles continuam atacando. Cada um contribui como consegue: os ataques de Nëo procuram brechas, Sergius mantém a criatura sob pressão física, Pla continua utilizando seus poderes para sustentar os companheiros, Vorlag e suas criaturas ajudam a ocupar o campo, e Kai utiliza sua magia enquanto permanecem no confronto até o fim.
Em um pequeno momento de esperança, no campo aparece Agar, chegando ali a pedido de Toni, ele entende a situação e a oportunidade que o grupo tem, ele pode ajudar. Com um grande movimento de mãos que começa a iluminar todos os Associados, suas feridas físicas são curadas, ele usa de toda sua magia a ponto de desmaiar, mas agora o grupo está forte, e pronto para um ataque concentrado.
A estratégia finalmente começa a funcionar. Durante o momento em que o ritual atinge seu ponto máximo, os pilares reagem e a energia começa a se concentrar. A passagem que o inimigo pretendia utilizar passa a se tornar também uma ameaça para ele próprio. Assim como o sábio dragão Walroth havia dito, o momento de abertura e passagem do portal era quando o inimigo estaria mais exposto e frágil. Porém, esse microssegundo deveria ser aproveitado. Não haveria uma segunda chance.
Ele começa a flutuar. Sente seu poder aumentando a cada segundo. Está cego por ele.
Mas o grupo aproveita a abertura.
Sergius, com seu histórico de atleta, parece revigorado pelas batalhas e salta. Agarra o inimigo pelas costas, pega-o desprevenido e o puxa para o chão. Pla aproveita sua fragilidade e ataca com toda a energia que pode. Seu tiro acerta o inimigo em cheio, mas ele resiste. Vorlag vê o exército de zumbis dizimado. Não havia mais o que ser contido. Ele também se coloca à frente. O necromante então veste seu colar amaldiçoado. Ele queima seu peito como um ferro em brasa, e Vorlag sente o cheiro de gordura queimada vindo do próprio corpo. A dor se mescla com o poder maldito do objeto. Na mesma intensidade em que o colar lhe queima, aquela magia parece entrar em seu peito. Suas veias se iluminam em vermelho. Seu corpo inteiro queima. Ele concentra sua magia, que sai de seu peito, sobe e passa até a ponta de suas mãos. Estica os braços para frente, palmas das mãos abertas, e dispara.
Um raio de luz sai de Vorlag em direção ao inimigo. Seu poder é tão extremo que a própria carne dos braços de Vorlag começa a ser consumida pela energia. Sua máscara derrete junto de suas roupas e do colar. É possível ver suas costelas expostas.
— A FLOR TEM QUE SER DE CEREJEIRA, E O HOMEM…
Grita Sergius novamente, sem conseguir completar a frase, segurando o inimigo que agora tentava se esquivar da magia. Havia preocupação, desespero em suas ações, mas de nada adianta. Ele é atingido pela magia de Vorlag.
A luz cresce progressivamente, envolvendo a criatura e atingindo o próprio espaço ao redor dos Associados. É então que algo inesperado acontece junto do clarão. A luz não traz apenas destruição. Ela também provoca uma espécie de ruptura nas próprias memórias dos Associados. Todos começam a ter vislumbres de acontecimentos que não reconhecem como parte daquela vida. São imagens confusas, fragmentos de diferentes acontecimentos e lembranças que parecem pertencer a outras histórias. Aos poucos, eles percebem que não estão simplesmente lembrando de coisas esquecidas: estão vendo outros ciclos.
As imagens os levam para uma memória anterior àquela realidade. Eles percebem que, antes daquele ritual e de tudo o que havia acontecido em Ardynor, já haviam vivido juntos. Em outra vida, eram um grupo de aventureiros e caçadores de recompensas que havia se formado aos poucos. Cada um possuía uma história diferente antes de encontrar os demais, mas o grupo acabou se tornando uma espécie de família. As lembranças mostram versões anteriores deles mesmos. Uma delas era uma garota que vivia em condições difíceis e lutava para conseguir sobreviver até ser acolhida pelo grupo. Outra era alguém ligado à moda, que havia perdido sua fama e tentava reconstruir sua vida. Também aparece aquele que se envolveu profundamente com leituras e conhecimentos perigosos, até encontrar caminhos que o levariam ao integrante de uma banda, enquanto outro assumira naturalmente o papel de alguém que já sofria havia muito tempo e acabara se tornando uma espécie de “paizão” do grupo.
As lembranças não são apenas informações sobre quem eles haviam sido. São a confirmação de que aquilo já havia acontecido antes. Eles já haviam sido um grupo. Já haviam se encontrado. Já haviam vivido aventuras juntos. E, de alguma maneira, aquela existência em Ardynor era apenas mais um ciclo.
Enquanto essas memórias surgem, a luz que havia começado a envolver o salão finalmente atinge seu ápice e se dissipa. A criatura é consumida pela energia da passagem, seu corpo deixando de resistir conforme a força acumulada pelos pilares converge sobre ela. O inimigo finalmente é derrotado. A ameaça que havia manipulado os acontecimentos, utilizado as marcas dos Associados e tentado atravessar a passagem entre as realidades chega ao fim. A energia que sustentava o ritual começa a desaparecer e a ruptura perde sua força.
Mas a vitória cobra outro preço.
Sergius também é atingido pela energia. O guerreiro permanece no local enquanto a luz atravessa seu corpo. O mesmo poder que destrói a criatura também atinge o velho guerreiro, consumindo parte de seu corpo de forma irreversível.
— Obrigado… por serem… meus amigos.
Sussurra Sergius baixinho, para si mesmo.
Depois de tudo o que havia acontecido, o silêncio finalmente toma conta do salão. Sergius havia sido consumido no momento da derrota da criatura, e os sobreviventes permaneciam diante dos restos daquele ritual tentando compreender tudo o que haviam acabado de descobrir. Kai grita. Nëo fica em silêncio. Vorlag já começa a pensar em como reviver Sergius. Pla o contém. Não há mais nada a ser feito. Kai caminha em direção aos restos do guerreiro, e eles são consumidos por chamas até restarem apenas cinzas, que o tiefling guarda.
O portal deixa de avançar. Os pilares restantes se unem à pedra central. Runas reaparecem. Ele é finalmente fortificado.
O inimigo está morto.
E, junto com ele, parece desaparecer também aquilo que vinha acompanhando os Associados desde o começo de sua jornada.
As marcas.
A maldição.
As correntes.
Tudo aquilo que os havia unido de maneira involuntária finalmente deixa de exercer o mesmo domínio sobre eles.
Eles estão livres.
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